Grupo que leva o nome da escola, todos fundadores da Velha Guarda Musical e componentes da velha guarda até hoje.
Nelson Primo:
Filho de Dona Rosa, prima de Inocêncio Tobias, veio para a escola depois de desfilar um ano (1952) na Lavapés, junto com seus primos.
Participou do primeiro desfile como ritmista, tocando caixa.
Inovou, quando retirou do instrumento o bordão (Peça que dá o som do instrumento), o transformando em repenique.
No final da década de 60, em um ensaio na Escola Império Serrano do Rio de Janeiro, viu o ritmista Calisto tocar dois pratos a frente da bateria, até então o carnaval de São Paulo não utilizava esse instrumento assim, apresentou ao Tobias e foi o primeiro a desfilar assim, um diferencial, pois saia na frente da bateria, com fantasias diferenciadas (se a bateria viesse fantasiada de índio, ele vinha de cacique).
Quando Diretor de bateria, em 1971, teve um problema que todos gostariam de ter, excesso de ótimos ritmistas, o fazendo inovar novamente colocando duas baterias na avenida, marcando no tempo a paradinha (assim que o zumbido que se ouve quando paravam os instrumentos cessava, ele batia o pé no chão e todos voltavam ao mesmo tempo, sem chamar o samba com algum instrumento específico) comentada até hoje.
Participou de setores da escola como bateria, harmonia, desfilou como passista, foi jurado escolhas de samba, etc.
Integrante mais antigo da escola, desfilando ininterruptamente desde 1954, Nelson Primo é músico, trabalhou 10 anos com Oswaldo Sargentelli, e em inúmeras casas de samba de São Paulo.
Também fundador da Velha Guarda Musical, traz até hoje muitos ensinamentos a todos nós, desfila na velha guarda e é embaixador do samba de São Paulo.
Dadinho:
Eduardo, o Dadinho, começou a integrar a escola 1959 na bateria, depois foi passista e é da velha guarda, sendo um dos primeiros da ala fundada em 1983.
Em 1996, fundou junto com Nelson Primo; Airton Santa Maria; Ailtinho; Jamelão, Mario Luis e Paulinho a Velha Guarda Musical da Camisa Verde e Branco, conjunto que é reconhecido como um dos melhores no Brasil.
Conheceu sua esposa, Dona Vera Lúcia na escola, ela também é integrante da Velha Guarda.
Seu Desfile memorável é de 1977(Narainã, a alvorada dos pássaros), conta que todos ficaram paralisados quando, no meio do desfile, abriu-se uma gaiola colocada em uma alegoria e centenas de pombos brancos revoaram pela Av. Tiradentes, simbolizando a união de Narainã e seu verdadeiro amor, que também se transformou em ave.
Músico, participou também do grupo JB Samba e tocou na noite de São Paulo.
Paulo Henrique (Paulinho):
Começou sua trajetória em 1960, no cordão "Camisa Verde e Branco", fazendo parte da bateria tocando contra-surdo e tamborim. Continua fazendo história no Camisa Verde e Branco, e tendo alguns sambas em parceria com integrantes da Velha Guarda Musical, também é um dos fundadores da Velha Guarda Musical.
Otacílio Guilherme (Jamelão):
Um dos mais respeitados sambistas de São Paulo. Jamelão tem passagem livre em todas as escolas de samba, começou na Escola Unidos da Lavapés e depois se transferiu para a Camisa Verde. Foi diretor de bateria, e é compositor. Também é um dos fundadores da Velha Guarda Musical.
Ailtinho:
Um dos precursores do samba paulistano no antigo São Paulo Chic, é ritmista dos melhores. Participou dos primeiros movimentos de pagode realizados em São Paulo, sendo também um dos fundadores da Velha Guarda, onde tem participação ativa, sendo parceiro de Mário Luiz em alguns sambas.
Airton Santa Maria:
Foi integrante da ala de compositores da Camisa Verde e Branco, tendo seu inicio de carreira no tempo que a escola era cordão. O violão de seis cordas é seu instrumento musical. É um dos autores do samba enredo de 1978, com o tema Arte Moderna.
Mário Luiz:
Compositor da melhor qualidade, seu instrumento é o cavaquinho. Ganhou vários sambas - enredo nas escolas de São Paulo, além de compor várias músicas. |