A minha história no samba, aqui em São Paulo, tem muito a ver com a "Rua do Samba", com os pagodes do "São Paulo Chic”, "Botequim do Camisa", as Festas que o nosso querido Comandante Tobias fazia. O fundo de Quintal passou a vir muito para São Paulo, nesta época do auge, principalmente da "Rua do Samba", eu me lembro de cantarmos para mais de 15.000 pessoas. Olhávamos para Rua, em frente, e via gente pra caramba, do lado, gente pra caramba, e do outro lado, também gente pra caramba, um sucesso tremendo.
O Camisa, na época, estava no devido lugar dele, no grupo especial, uma escola bastante respeitada, uma época de ouro da Camisa Verde, que nós presenciamos com muito carinho.
Lembro de um ano que o pessoal do rio veio disputar aqui, Beto Sem Braço, Mauro Diniz, lembro de ver o Alemão começando, ganhando o samba da cerveja, depois, ele ganhou mais dois sambas. O Alemão é meu compadre, aqui em São Paulo, um parceiro que eu estou sempre junto, inclusive estou dando este depoimento da casa dele.
É isso que eu tenho para falar. Um grande abraço a todos que são Camisa Verde! Boa Sorte nesta nova arrancada! Eu passei na porta, e nem reconheci a quadra, está toda bonita, pintaram de verde e branco e fizeram umas obras, um bom começo, pois já estão cuidando do patrimônio maior que é a nossa quadra.
Daí em diante, é só alegria, contar com Arlindo Cruz sempre que a diretoria precisar, a gente vai estar sempre com o coração aberto, respeitando esta Agremiação que fez e faz muito pelo carnaval de São Paulo e com certeza tem que voltar ao lugar dela que é o grupo especial. O Camisa é uma das forças do carnaval ao lado da Vai-Vai, ao lado da Nenê e do Mocidade Alegre.
Camisa Verde em geral aquele abraço! |