Pela alta função que desempenham dentro de uma escola de samba a elevada honra de conduzir e apresentar o Pavilhão Oficial com avidez, fidalguia e distinção, a Porta-Bandeira e o Mestre-Sala simbolizam a realeza e representam a nobreza do samba. E, pela alta dignidade que ostentam, merecem toda a admiração e respeito, bem como o reconhecimento ou confirmação de sua fidalguia, através de títulos de honra ou de outras honrarias.
No Rio de Janeiro, sobressaíram grandes Mestres-Sala e Porta-Bandeiras, que se consagram pelas suas eméritas qualidades no desempenho de importantes missões e foram dignos de pomposos títulos, reconhecidos até a época atual: Delegado, O Príncipe, coroado posteriormente, O Rei dos Mestres-Sala do Brasil (Mangueira); Noel Canelinha, O Dândi Imperial (Império Serrano); Benicio, O Conde (Portela) e outros, além da majestosa Wilma, A Rainha das Porta-Bandeiras do Brasil (Portela).
No mundo do samba santista perdura uma decantada dinastia de Mestres-Sala e Porta-Bandeiras, consagrados ao longo do tempo, através de uma linhagem de nobreza: Roberto, O Nobre, Nanhum, O Magnífico e Jadir, O Príncipe (X-9): Décio, O Cisne Negro (Império do Samba); Chocolate, O Conde Paladino (Brasil) e Beto, O Magistral (X-9). E dentre as Porta-Bandeiras: Cida, A Soberana (X-9); Nalu, A Imperatriz (Império do Samba); Irene, A Venturosa (X-9), Brasil e outras; Lídia, A Majestosa (Império Brasil e União Imperial); Vera, A Divina e Valéria, A Graciosa (X-9).
Assim é que, considerando as inúmeras virtudes e os notáveis méritos, bem como a fidalguia, distinção, qualidade, devotamento e lealdade a sua bandeira, o GRESM "Camisa Verde e Branco" tem a primazia de ofertar o distinto casal "Gabi e Vivi", com o título honorífico (ad honores) de "OS SOBERANOS" em 2001.
Soberano (supremo), aquele que atinge o mais alto grau. |