Quinteto - São eles

Poderíamos aqui mencionar uma enorme galeria daqueles que tinham no amigo Tuba a imagem de um lutador e com certeza o grande inovador do samba de São Paulo. Porém, para não sermos injustos, esquecendo alguém que, embora jure que não ligue, ficará com uma pontinha de dor no coração, reservamos este espaço a todos aqueles que eram verdadeiros na amizade e,  principalmente naquilo que Tobias mais prezava, sua família. Aqueles que não nos abandonaram nem tampouco torceram contra. Não contra nós, mas contra uma nação. A nação verde e branco. VALEU!!!

Como forma de agradecimento, não somente a esses, mas a todos que são conscientes de terem cumprido com louvor o papel que lhes foi concedido e como exemplo para os novatos que hão de viver conosco, tornamos público, de forma resumida, um pouco de cada um; espelho que refletirá para nós muitos dos atos deles: Gugu, o "louco". Para ele, não bastava apenas desenvolver o enredo. Era preciso inovar. E tanto o fez que transformou o conceito de barracão e elevou o Camisa à condição de referência no cenário artístico e cenográfico do carnaval paulistano. Sempre sério na condução do trabalho era o compadre Zulu. Como era raro arrancar-lhe um sorriso! Mas tanta sisudez combinava com a sua missão: dar conta da harmonia, parte fundamental dentro de uma escola de samba. Maninho, o vice-presidente era o elo entre a presidência e os componentes, pois, muito ocupado, Tobias nem sempre tinha tempo para conversar diretamente com eles. Gavião, o operário dentre os demais não amolecia diante das responsabilidades. A disposição deste abnegado em favor das atividades da escola superava qualquer jovem. Tudo pela bandeira. Pelé, o amigo Pelezão como é conhecido, comandava os bailes no São Paulo Chic e outros eventos que reverteriam em renda para a escola; a ele, nossa sincera homenagem, pois continua conosco, faça chuva ou sol. Saiba Pelé, que a família te ama!

Gostaríamos de estender as nossas congratulações não só aos nomes acima citados, pois sabemos que tantos outros também poderiam figurar nas linhas desta pequena lembrança... O sambista pode e deve amar o pavilhão acima de qualquer um de nós. Este conceito, ano após ano, está sendo esquecido porque o elo entre o sambista e o samba não representa com fidelidade a essência do verdadeiro sambista: prosperidade e amor. Conservemos e consultemos sempre as memórias para que, a partir das dificuldades do passado, saibamos valorizar o presente, fortalecendo-nos no legado deixado pelos nossos ancestrais que tanto lutaram e sofreram em favor do samba. O coração em forma de trevo é a causa daquilo que somos hoje no carnaval paulistano. Se a história da nossa escola é aquilo que fazemos por ela, quem dera fazermos uma fração que seja das páginas de glória que os antigos escreveram.

 
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