Baianas

Coordenadora: Dona Vera, desde 2003 ingressou na escola para o carnaval de 2004, com seu conhecimento e carinho com as tias baianas, vem fazendo um ótimo trabalho na agremiação.
Apoios de Ala:
Dona Luiza e Sidnei
Componente mais antiga: Dona Tereza Júlio da Silva


Qual é o factóide do momento? “A pergunta, feita por desconhecidos e conhecidos num momento qualquer depois de procurar em diversos artigos e visitar páginas do gênero, mostra como a cultura do samba raiz está sendo esquecida nos tempos modernos, onde todos pareceram ter vistas voltadas a fatores que analisam, de forma fria, a nossa cultura popular: alegorias, coreografias, famosos à frente da bateria são alguns elementos do "tempero". Mas, algumas alas refutam a exercer tais papeis impostos pelos modismos e valores que não justificam a essência do samba.

Na década de 30, a ala das baianas era formada, quase exclusivamente, por homens que saiam nas laterais das Escolas, portando navalhas presas às pernas para defenderem as agremiações em caso de brigas.

As primeiras manifestações, no Brasil, que influenciaram o Carnaval, aconteceram com a chegada dos navios negreiros, por volta de 1570. Foram os cultos religiosos, nas senzalas e nos terreiros de candomblé, onde as danças e sons de atabaque eram fontes de inspiração para os movimentos dos atuais mestres-salas. Das grandes procissões de rua se originaram as baianas, já que as escravas se enfeitavam com muito capricho para esses eventos. Nos idos de 1870, na região da Saúde, junto aos cais do porto, quase no centro da cidade, viviam negros forros vindos da Bahia. Moravam em casas de cômodos dirigidas pelas "tias baianas". Elas eram mães-de-santo de candomblé e quituteiras famosas, que vendiam suas delícias em tabuleiros pelas ruas da cidade. Suas casas eram pontos de reunião dos negros e mulatos que, além de freqüentar os cultos africanos (perseguidos pela Lei e pela Igreja), também se divertiam em rodas de capoeira e afoxés, durante suas escassas horas de descanso. Os negros faziam seu carnaval nos cordões, manifestação espontânea marcada pelo batuque africano.

Essas senhoras com suas roupas rodadas levam uma vida dura, as fantasias que vestem podem pesar muitos quilos. Algumas delas são bem idosas, mas não perdem a energia e a garbosidade durante os desfiles. Algumas são verdadeiramente apaixonadas por suas escolas e não admitem a possibilidade de desfilar em outro lugar. São geralmente exemplos no mundo do samba e responsáveis por propagar a sua raiz aos filhos, netos e bisnetos. Nelas o samba se baseia, pois são um espetáculo à parte evoluindo no refrão do samba com suas saias rodadas. E, além de todos esses predicados são responsáveis, desde os áureos tempos em que não havia aparelhos eletrônicos e nem carros de sons, por manter o samba cantado na garganta da concentração à dispersão, afinal acostumadas a cantar em terreiros de candomblé e, embora idosas, desfilam com toda a graça, empenho e amor.

As escolas de samba entram no Terceiro Milênio com tudo em seus devidos lugares. Os maiores símbolos dessa manifestação cultural estão hoje colocados em seus tronos - nas figuras das tias baianas, mestres-salas e porta-bandeiras e das alas de velha guarda das escolas - desfilando a energia de sua raça na avenida. É a manifestação da força de um povo que veio escravizada da África para construir o Novo Mundo e conseguiu impor, por meio de talento puro, a voz de sua cultura como expressão maior de um país novo, longe de sua terra ancestral. Provando sua importância, por meio da construção da Passarela do Samba, o nosso templo sambístico, batizado Pólo Cultural Grande Otelo, popularmente, Anhembi.

As baianas do Camisa Verde sempre são espetáculo à parte. Lembramos da Tia Zefa, a responsável pela ala por muitos anos, e da nossa querida tia baiana Dona Nair. Foram-se na matéria, mas permanecem junto à ala, vivas e presentes, espíritos iluminados.
Todas as nossas baianas são graciosas e simpáticas, sentimo-nos um pouco filhos, netos e bisnetos.

Sentimos-nos sambistas seguros, pois na figura de todas vocês temos a tranqüilidade de que o samba por muitos anos nos contagiará. "Roda baiana, mostra o que tem". Axé! A passarela é de vocês! Arrepia tias baianas!

 
Sampa & Arte
 
 
Parceiros
 
 
 
 
Associe-se Associe-se
 



 
Escola de Samba CAMISA VERDE E BRANCO

Rua James Holand, 663 - Barra funda São Paulo/SP - Tel.: 11 3392.1621

copyhight © Camisa Verde e Branco - Todos os direitos reservados - Caso você esteja usando o Internet Explorer 6 atualize seu navegador.
Associe-se